Existe felicidade no trabalho? Não existe uma resposta única para essa pergunta, já que cada um tem seu repertório de experiências individuais e coletivas no ambiente corporativo. Mas uma coisa é certa: a forma com que a pessoa se relaciona com a atividade que exerce é capaz de levá-la a picos de felicidade ou ao desânimo. O estresse laboral está relacionado com a morte de 120 mil profissionais nos EUA, segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Stanford.

Para a maioria das pessoas, trabalhar é uma necessidade, e quanto mais prazerosa for para o profissional, melhor será para sua vida pessoal e para a empresa. Veja neste artigo como as iniciativas de bem-estar podem interferir na felicidade no trabalho.

 

O que é felicidade no trabalho?

O conceito se popularizou nos últimos anos e alguns especialistas afirmam que as empresas estão investindo milhões para promover a felicidade no trabalho. Contratam coaches de felicidade, realizam atividades de team building, dinâmicas em grupo, buscam consultores para medir a alegria e chegam até a criar departamentos exclusivos.

Dentro dessa visão, a felicidade no trabalho é considerada um estado de alegria permanente pela atividade exercida dentro de uma empresa. Além de ser estimulada em alguns cargos estratégicos, mostrar-se feliz o tempo inteiro passou a ser uma regra de conduta profissional.

Companhias que lidam com o atendimento ao público, como call centers, lanchonetes, lojas, supermercados etc., exigem que seus profissionais estejam sempre sorrindo e felizes em atender o cliente. Mesmo que seja para ouvir uma crítica ou reclamação, seja respeitosa ou não.

A cobrança pela felicidade no trabalho não parece surtir efeito real. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), 30% dos profissionais do setor sofrem com transtornos psíquicos.

Em uma definição mais plausível, a felicidade é um sentimento momentâneo que atinge o ser humano em algumas situações de sua vida. O ideal, para ter uma relação saudável e satisfatória, é tornar o ambiente mais agradável, onde o profissional se sinta confortável para compartilhar suas ideias, desenvolver e executar projetos.

 

Como aumentar a felicidade no trabalho por meio das iniciativas de bem-estar?

Ser feliz o tempo inteiro é impossível, principalmente no trabalho, onde é preciso conviver com a cobrança dos clientes, a pressão dos gestores, as diferenças de visões etc. É possível, porém, encontrar uma atividade profissional que promova momentos, em sua maioria, alegres, satisfatórios e ao lado de pessoas inspiradoras.

As empresas que querem promover a felicidade no trabalho devem se apegar a esses aspectos. Proporcionar um ambiente agradável para o profissional é uma forma de promover mais momentos felizes do que tristes. Entre as ações que podem ser desenvolvidas estão:

 

1. Reconhecimento profissional

A motivação não está relacionada apenas com as recompensas em dinheiro, como bonificações e aumento de salário. Mostrar para a empresa inteira que um colaborador atingiu sua meta, ou desenvolveu um produto inovador, dá visibilidade para o profissional, valoriza sua imagem e seu currículo. O colaborador se sente importante para o time e para a companhia.

 

2. Flexibilidade de horário

Os problemas pessoais são capazes de tirar a concentração do profissional. Uma jornada flexível permite que o colaborador resolva suas questões fora do trabalho. Pode parecer simples, mas iniciativas como essa mostram que, para a empresa, os colaboradores não são apenas números.

 

3. Atividades físicas

As atividades físicas aumentam a disposição, além de melhorar a memória, a concentração e o bem-estar. Esses fatores são essenciais para o desenvolvimento de qualquer atividade profissional.

As empresas que estimulam seus colaboradores a praticarem atividades físicas promovem melhoria para a saúde física do profissional e alcançam melhores resultados.

 

4. Alimentação saudável

Uma dieta equilibrada e a prática de exercícios estão relacionados. Um profissional que se alimenta mal não se sente disposto para praticar atividades físicas e ainda pode desenvolver doenças crônicas, como obesidade e diabetes.

Ao investir ou estimular a alimentação saudável, a empresa mostra que está preocupada com a saúde e o bem-estar do colaborador, além de diminuir o risco de desenvolvimento de doenças. Assim, terá um profissional mais disposto e o departamento financeiro conseguirá reduzir os custos com plano de saúde.

 


Os programas de qualidade de vida são uma tendência entre as empresas que querem proporcionar mais momentos de felicidade no trabalho. A iniciativa resulta em benefícios consideráveis para a companhia e seus colaboradores. Veja como você pode melhorar a gestão dos custos focando em wellness.

Bruno Rodrigues

Author Bruno Rodrigues

CEO e co-fundador da GoGood. Bruno Rodrigues é empreendedor e especialista em inovação pela Universidade de Stanford, co-fundador da GoGood e apaixonado por tecnologia em saúde e por negócios com impacto social. Antes de sua carreira como executivo, foi atleta profissional de karatê e campeão Sulamericano.

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