Os custos com plano de saúde empresarial têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, com reajustes acima do percentual da inflação. Para o ano de 2019, a estimativa é de alta de 17%, o que representa aproximadamente 4 vezes o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com isso, as empresas têm feito malabarismos para lidar com os custos altos. O estímulo a hábitos saudáveis tem sido uma das alternativas que trazem mais resultados positivos, tanto para as organizações quanto para as pessoas.

A ideia é que, dessa forma, os colaboradores se sintam mais dispostos e consigam evitar o desenvolvimento de doenças crônicas. Essas enfermidades, a falta de disposição e energia podem afastar o trabalhador da empresa. Por isso, a companhia só tem a ganhar ao estimular hábitos saudáveis nos profissionais. 

Veja a seguir, como é possível diminuir os custos quando o colaborador tem mais qualidade de vida.

4 formas de diminuir os custos com saúde estimulando hábitos saudáveis nos colaboradores

1. Alimentação saudável

Um estudo divulgado na revista The Lancet revela que, em 2017, uma em cada cinco mortes no mundo esteve relacionada à alimentação ruim. O consumo excessivo de sal, açúcar, carne, frituras, entre outros alimentos, ajudam no desenvolvimento de uma série de doenças crônicas. 

O estudo também mostra que parte das 11 mil mortes registradas foram causadas por doenças cardiovasculares, câncer e diabetes. Essas doenças estão relacionadas com obesidade, sedentarismo e má alimentação.

A morte é o ponto mais extremo do desenvolvimento de uma doença, mas antes disso, a pessoa convive durante um longo tempo com sua saúde debilitada. Com isso, acaba faltando no trabalho, perde a disposição para cumprir com a jornada de forma integral e, consequentemente, gera mais despesas para a empresa – sem contar os prejuízos para si mesmo. Esses fatores aumentam a sinistralidade do plano de saúde corporativo. 

O incentivo à alimentação saudável, com conteúdos informativos, parcerias com restaurantes de comida natural e até na adaptação do cardápio do refeitório corporativo, são algumas iniciativas que podem ser tomadas pela empresa para proporcionar uma alimentação adequada para o colaborador. 

2. Atividades físicas

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um levantamento sobre os hábitos saudáveis dos brasileiros. De acordo com o estudo, um em cada dois brasileiros não se exercita suficientemente. A organização também estima que 1,4 bilhão de pessoas correm risco de saúde pela falta de atividade física, em especial as mulheres

Manter o corpo em movimento é fundamental para a saúde de qualquer indivíduo. A manifestação de algumas doenças, como dores crônicas no corpo, obesidade e diabetes estão diretamente ligados ao sedentarismo. 

Para a OMS, cada indivíduo deve praticar pelo menos duas horas e meia de esforço moderado por semana ou 75 minutos de atividade física intensa. 

O papel da empresa é fundamental nesse sentido, pois muitos brasileiros apontam a falta de tempo como principal motivo por não praticarem atividade física. Em geral, o colaborador sai de casa para o trabalho, chega cansado e, muitas vezes, precisa lidar com a casa, o cuidado com os filhos ou os estudos. Isso faz com que a saúde seja deixada de lado. 

O investimento em ferramentas de gestão de saúde, acompanhamento e incentivo à prática de atividades físicas, dentro e fora do escritório, estimulam o colaborador a ter uma vida mais ativa. A atividade física aumenta a disposição e a autoestima do indivíduo, além de diminuir a ansiedade e melhorar o humor.

3. Atenção Primária à Saúde

A Atenção Primária à Saúde se trata do acompanhamento e de cuidados para evitar o desenvolvimento de doenças. Na prática, os profissionais verificam o histórico do paciente, seus hábitos saudáveis (ou não) e suas condições físicas. 

Dessa forma, é possível identificar se o colaborador está desenvolvendo ou tem chances de desenvolver uma doença, para evitar sua manifestação ou avanço. 

O investimento na Atenção Primária à Saúde exige que a empresa tenha uma equipe de profissionais, como médico generalista e especialistas para fazer o acompanhamento da saúde dos colaboradores. 

As consultas e o atendimento podem ser realizados de forma rotineira e em mutirões, dentro da própria empresa. Os custos desse tipo de atendimento é menor do que o custo com o tratamento das doenças.

4. Ações de bem-estar e cuidado com a saúde

A conscientização é o primeiro passo para que o colaborador pratique hábitos saudáveis. A empresa pode começar com palestras, explicando os riscos da má alimentação, do sedentarismo e da falta de cuidado com a saúde. Para isso, a companhia pode contar com auxílio de especialistas, como nutricionistas, psicólogos etc.

Outra forma de estimulá-los com ações de bem-estar é promovendo campanhas sociais. A empresa pode criar gincanas com premiações para os vencedores e para instituições de caridade. Ações como essas tendem a aumentar a participação dos profissionais nas atividades. Quer aprofundar seus conhecimentos nesse assunto? Veja como diminuir os custos da sua empresa apostando em qualidade de vida, neste e-Book.

Bruno Rodrigues

Author Bruno Rodrigues

CEO e co-fundador da GoGood. Bruno Rodrigues é empreendedor e especialista em inovação pela Universidade de Stanford, co-fundador da GoGood e apaixonado por tecnologia em saúde e por negócios com impacto social. Antes de sua carreira como executivo, foi atleta profissional de karatê e campeão Sulamericano.

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