Quais são os indicadores de desempenho utilizados para mensurar os resultados dos programas de bem-estar? Essa dúvida é frequente para os departamentos de Recursos Humanos que criaram ou pretendem criar um programa de bem-estar corporativo. 

Como saber se a vida do colaborador está mais equilibrada, saudável e feliz, e que a empresa está reduzindo seus custos com esse investimento? Pode parecer algo intangível, mas é possível acompanhar algumas métricas que vão deixar mais claro esse retorno. A seguir, mostraremos quais indicadores de desempenho podem ser utilizados. Confira!

4 indicadores de desempenho para medir os resultados obtidos com os programas de bem-estar

O investimento em programas de bem-estar têm objetivos específicos. Cada empresa têm suas próprias metas, mas em geral o foco é reduzir os custos com o plano de saúde, melhorar a saúde do colaborador, aumentar a produtividade e, com isso, os resultados da empresa, entre outros objetivos. 

Depois que um programa é implementado, a empresa deve avaliar as ações e identificar os resultados obtidos. É possível que, no início, exista muita expectativa envolvida, mas é uma fase de testes. As necessidades de melhorias não foram totalmente identificadas e as soluções apresentadas estão em fase de adaptação. 

Os indicadores de desempenho ajudarão a identificar quais ações devem ser priorizadas, corrigidas ou otimizadas. Além disso, sem a medição não será possível entender se o programa está sendo útil de fato para todos. Veja, a seguir, quais indicadores de desempenho podem ser utilizados em sua empresa. 

1. Absenteísmo

O absenteísmo é comum em equipes que estão doentes ou desmotivadas. Em geral, é causado por doenças crônicas, pela falta de interesse ou até pela manifestação de problemas ocasionados pelo próprio trabalho, como é o caso do burnout.

As faltas prejudicam a empresa, pois sobrecarregam as equipes, interrompem as atividades e prejudicam os prazos de entrega. 

Antes de iniciar um programa de bem-estar, recomenda-se que o departamento de RH avalie as taxas de absenteísmo da empresa, mensurando principalmente as suas causas. Posteriormente, com o programa em andamento, uma nova avaliação deve ser feita para identificar se houve redução na taxa. 

2. Sinistralidade 

O índice de sinistralidade revela dados que estão diretamente relacionados com os custos da empresa. A relação entre os atendimentos médicos realizados pelos colaboradores e o valor pago pelo plano de saúde revelam se houve redução ou aumento na despesa. Quanto mais complexo for o procedimento realizado pelo profissional ou maior o número de procedimentos, maior será o custo pago no final. 

Isso também quer dizer que se o colaborador não precisa utilizar o recurso com tanta frequência, sua saúde está melhor. No Brasil, é comum os médicos solicitarem exames ou procedimentos que não são necessários. Porém, enquanto os colaboradores estiverem amparados por um bom programa de bem-estar, essa situação se tornará cada vez menos recorrente.

3. Saúde

Talvez seja um dos indicadores de desempenho mais difíceis de mensurar. A saúde do colaborador é uma informação particular e nenhum programa de bem-estar pode exigir que os profissionais de saúde exponham esses dados. Caso o colaborador tenha alguma doença crônica, por exemplo, a decisão de expor o fato à empresa é exclusivamente dele. 

Por esse motivo, é difícil identificar se o colaborador teve melhorias em sua saúde. A alternativa, nesse caso, é usar pesquisas. O questionário deve levantar a opinião do profissional. 

A empresa pode perguntar se o profissional atingiu seus objetivos, em quanto tempo, ou ainda, se identificou melhorias em sua saúde, como disposição física, entre outros fatores. 

Importante lembrar que é facultativo responder a esse tipo de questionário. Para incentivar a adesão dos funcionários, uma sugestão é oferecer algum tipo de brinde para quem participar. O aplicativo da GoGood tem uma taxa de 85% de respostas em seus questionários, pois o usuário sabe que aquelas informações serão usadas para melhorar sua qualidade de vida. 

4. Satisfação

A satisfação do colaborador também pode ser medida por meio de uma pesquisa. No questionário, a empresa deve fazer perguntas sobre a opinião do colaborador em relação ao programa de bem-estar e saúde. 

No questionário, é interessante perguntar quais mudanças o colaborador percebeu no ambiente corporativo e entre suas relações de trabalho. Um programa de bem-estar e saúde também deve atuar na promoção de um ambiente mais agradável. 

Iniciativas de bem-estar são premiadas

Ainda tem dúvida se vale a pena investir em iniciativas de bem-estar? Pois não é de hoje que se prega a qualidade de vida no trabalho no Brasil. Desde 1996, existe no país o Prêmio Nacional de Qualidade de Vida (PNQV®), criado pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida ABQV®. O objetivo da premiação é reconhecer, apoiar, estimular e disseminar o desenvolvimento de programas de qualidade de vida nas empresas. Para isso, identifica, reconhece e premia anualmente empresas que se destacam nesse sentido. 

Entre as organizações premiadas está o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, que recebeu o prêmio na categoria ouro, atestando a excelência de sua gestão. Entre as iniciativas desenvolvidas pelo hospital estão grupos de caminhada e corrida, gerenciamento de estresse, oficina de canto e coaching em saúde e bem-Estar, entre outras iniciativas. 

Conhecer essas iniciativas pode ajudar as empresas que estão começando a criar seus programas de bem-estar e ainda não sabem quais indicadores de desempenho utilizar para medir os resultados. 

Quer saber a opinião de quem já identificou os indicadores de desempenho dos seus programas de bem-estar e saúde? Confira a opinião dos CEOs.

Bruno Rodrigues

Author Bruno Rodrigues

CEO e co-fundador da GoGood. Bruno Rodrigues é empreendedor e especialista em inovação pela Universidade de Stanford, co-fundador da GoGood e apaixonado por tecnologia em saúde e por negócios com impacto social. Antes de sua carreira como executivo, foi atleta profissional de karatê e campeão Sulamericano.

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