O investimento em saúde corporativa, para muitas empresas, é visto como o custo dedicado ao plano de saúde. Em alguns casos, também são formadas parcerias com academias, farmácias e centros de estética para estimular os colaboradores a praticarem atividades físicas. Mas será que é suficiente?

 

Poucas empresas veem esse investimento como algo que deve ser planejado e estruturado dentro de um programa específico. As companhias que têm essa visão alcançam resultados satisfatórios em seus faturamentos e conseguem diminuir as despesas.

 

Neste artigo, vamos mostrar quais são os retornos sobre o investimento em saúde que uma empresa faz com medidas que valorizem o bem-estar corporativo. Confira!

 

O que é investimento em saúde?

Provavelmente, você deve ter respondido que é a oferta de um plano de saúde médico e odontológico para seus funcionários. O investimento em saúde é mais do que isso, abrange a qualidade de vida e o bem-estar do colaborador de forma geral, não só dentro da empresa.

 

O objetivo desse tipo de investimento é fazer com que o colaborador se sinta mais disposto, saudável e motivado para trabalhar e exercer suas atividades profissionais. É um processo que se estende para além do escritório, pois o colaborador pratica atividades físicas, se alimenta de forma saudável, controla o peso, tem noites de sono melhores e um dia mais produtivo.

 

Para isso, é necessário que a empresa invista em um programa de qualidade de vida, com ações que tornam suas rotinas mais equilibradas, promovendo o bem-estar do colaborador. As vantagens não são percebidas apenas na vida do profissional, a empresa também é impactada positivamente.

 

Quais são os retornos de investir em qualidade de vida?

 

De acordo com Alberto Ogata, diretor técnico da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e membro do Board of Directors do International Association of Worksite, as políticas de promoção em saúde diminuem o sinistro dos planos de saúde e a quantidade de afastamentos de funcionários.

 

O especialista afirma que as empresas com investimentos em políticas de bem-estar e de promoção de saúde apresentam crescimento 5% superior ao serem comparadas com outras que não investem.

 

O médico e coordenador do Grupo de Estudos em Saúde Corporativa (Gesc) do Sesi-SP, Ricardo De Marchi, destaca que as empresas não podem se basear apenas nos custos médicos como parâmetro de cálculo do Retorno sobre o Investimento (ROI). De Marchi destaca que além da redução de custos de saúde e no aumento da produtividade, a empresa melhora sua retenção de talentos.

 

“Eu me lembro de um exame admissional de uma trainee em que questionei qual o interesse dela em trabalhar nessa empresa. E ela me disse: ‘vocês têm academia, têm ambulatório de nutrição, têm avaliação cardiológica, têm uma boa bateria de exames periódicos. E isso me atraiu vir para cá”.

 

A empresa GE do Brasil estudou e investigou a fundo as causas das suas despesas com a saúde dos colaboradores. Entre as informações obtidas, foi identificado que o maior motivo para um colaborador procurar por mais de um médico da mesma especialidade estava no atendimento insatisfatório na primeira consulta.

 

A estratégia foi qualificar a rede de atendimento, o que ajudou a reduzir de 6,5 para 4 o número de consultas por beneficiário ao ano. Essas e outras medidas ajudaram a empresa a reduzir o seu custo com plano de saúde em 15%.

 

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz criou uma série de iniciativas dentro da empresa com o objetivo de diminuir os impactos dos custos com saúde, entre eles:

 

  • Internalizou os tratamentos mais caros e deixou os procedimentos simples para o plano de saúde;
  • Montou um ambulatório com 18 profissionais de saúde;
  • Dedicou um andar para atividades físicas e de lazer dos colaboradores,
  • Colocou academia completa, aulas de ioga, balé e canto à disposição dos profissionais;

 

O resultado desse conjunto de ações foi uma redução de 40% no custo da assistência médica. No ano de 2017, mesmo com o reajuste de 16,4% da operadora de saúde contratada, o custo total da assistência médica subiu somente 10,95% no Oswaldo Cruz.

 

As experiências de cada empresa mostram que não existem fórmulas prontas para reduzir os custos com saúde nas empresas. Cada companhia deve avaliar seu cenário de forma individual, respeitando as particularidades e características de seus colaboradores.

 

A análise desse cenário vai ajudar a identificar quais são ações adequadas para aplicar dentro de cada companhia. Por outro lado, o que vale para todas as empresas, de acordo com De Marchi, é o autocuidado e a responsabilidade, “os colaboradores precisam ser incentivados a se autocuidar e a usar responsavelmente a rede de apoio de saúde que a empresa lhes proporciona.”

 

Além disso, a preocupação com o bem-estar e a qualidade de vida deve partir de cima. “Os CEOs que não acham tempo para atividades físicas e costumam adiar as consultas médicas precisam ser sensibilizados para cuidar da própria saúde. Ao fazer isso, eles vão induzir diretores e gerentes a fazer o mesmo e reforçar a importância de ações de prevenção de doenças para toda a corporação.” conclui o especialista.

 

Nem sempre oferecer os benefícios vai fazer com que os colaboradores se engajem nessas iniciativas. Uma forma de estimular a adesão dos funcionários é por meio de um aplicativo de bem-estar corporativo. A solução da GoGood contribui de forma decisiva na motivação, pois facilita a interação entre os trabalhadores da empresa, estimula a competição saudável e torna mais evidente os resultados conquistados por cada um.

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Bruno Rodrigues

Author Bruno Rodrigues

CEO e co-fundador da GoGood. Bruno Rodrigues é empreendedor e especialista em inovação pela Universidade de Stanford, co-fundador da GoGood e apaixonado por tecnologia em saúde e por negócios com impacto social. Antes de sua carreira como executivo, foi atleta profissional de karatê e campeão Sulamericano.

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