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Plano de saúde empresarial: como reduzir custos em 2019

By janeiro 31, 2019 No Comments

O plano de saúde empresarial é um benefício de alto valor agregado para o colaborador. Costuma ser um quesito bem avaliado quando a empresa o oferece. Por outro lado, gera um custo elevado para a companhia e esse valor é reajustado ano a ano, acima da inflação.

No Brasil, as empresas são responsáveis por pagar dois terços do que é gasto com plano de saúde, licenças médicas e afastamentos por doenças. Ou seja, arca com o custo do plano empresarial do colaborador e, quando este precisa se ausentar por alguma questão relacionada à saúde, é a organização que paga também.

Assim, a despesa impacta de forma relevante no orçamento, o que pode motivar o cancelamento da oferta de alguns serviços ou a troca por opções inferiores, com objetivo de promover redução de custos.

Deixar o funcionário desamparado e sem um benefício tão fundamental não deve ser o foco da empresa, muito pelo contrário. O desafio é continuar oferecendo o plano para o colaborador e reduzir o custo total envolvido na folha de pagamento, sem prejudicar os funcionários. Diminuir o impacto financeiro do plano de saúde empresarial é possível e vamos mostrar como fazer isso em 2019. Confira!


Plano de saúde empresarial: diminua custos com promoção da saúde

Buscar opções de plano de saúde empresarial, fazer cotações, avaliar o melhor custo-benefício, contratar e renovar. Assim se resume a gestão de saúde corporativa em diversas empresas.

Muitas vezes, a tarefa fica a cargo de um coordenador, técnico ou analista. A diretoria acompanha apenas os números referentes a custos, o que pode ser um problema. Quando o impacto financeiro do plano de saúde empresarial interfere negativamente nas despesas da empresa, soa um alerta na direção.

O departamento de Recursos Humanos é cobrado para encontrar uma opção mais econômica. Reduzir o benefício parece ser a melhor opção. Nesse caso, as situações mais comuns são:

  • Trocar por um plano inferior;
  • Aumentar a coparticipação do colaborador.

Nos últimos anos, o custo com assistência médica subiu 19%. As empresas passaram a pagar de R$ 270,30 para R$ 321,58 por colaborador ao ano. O valor equivale a 12,71% da folha de pagamento. A informação é da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil) e Aliança para Saúde Populacional (ASAP).

Isso, porém, não é novidade. Há quase duas décadas os valores dos planos de saúde empresariais vêm sendo reajustados acima da inflação, o que prejudica a saúde financeira das empresas.

De acordo com o presidente da ABRH, “mudar de operadora pode reduzir os custos temporariamente, mas não resolve. É preciso investir numa estrutura de gestão profissional para estimular programas de prevenção e evitar procedimentos de alto custo que não sejam necessários”.

No levantamento divulgado pela ABRH, é possível entender porque é tão difícil gerenciar os custos com os planos de saúde empresariais:

  • 46% das empresas não utilizam indicadores de saúde (para monitorar a qualidade do atendimento);
  • 40% não adotam a coparticipação dos funcionários no pagamento de consultas e exames (evita repetições e abusos);
  • 56% não investem em alimentação saudável;
  • 51% não têm programas de apoio a grupos de risco, como hipertensos, diabéticos e obesos.

Além disso, a pesquisa também mostrou que as empresas entrevistadas não estão muito confiantes de que é possível reduzir os custos na área nos próximos dois anos. Apenas 17% acreditam nisso.

O dado é compreensível, pois o avanço natural da medicina e da tecnologia aplicada na realização de exames e atendimentos médicos são responsáveis por influenciar diretamente no custo dos serviços. Isso não quer dizer, porém, que esses serviços devem ser utilizados de forma ilimitada.

Um relatório recente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, com dados de 2016, sobre a atuação da rede de saúde privada no Brasil, revelou que há exagero na solicitação de exames médicos. O registro foi de 7 milhões de ressonâncias magnéticas e 7 milhões de tomografias computadorizadas. Um aumento de 25% de ressonâncias e 21% de tomografias, se comparado com o ano de 2014.

Quando o paciente é diagnosticado com uma doença a despesa pode ser ainda maior. No caso da diabetes, o número de pessoas diagnosticadas com a doença cresceu 61,8% em 10 anos. Os dados são de 2006 a 2016. Os custos com a doença também podem aumentar. Uma pesquisa da universidade britânica King’s College, em parceria com a Universidade de Gottingen (Alemanha), revelou que, em 2015, os gastos com a doença foram de R$ 190 bilhões. Até 2030, o valor pode chegar em R$ 406 bilhões.

Os dados são assustadores. A boa notícia é que é possível evitar que o colaborador precise realizar procedimentos dispendiosos com investimentos na atenção primária à saúde. O que isso quer dizer, na prática? Que a prevenção é o caminho tanto para evitar que o colaborador adoeça, quanto para a redução de custos com a assistência médica.

Diversas empresas estão se envolvendo e atuando de forma ativa na gestão de saúde empresarial, com objetivo não só de diminuir os custos com o plano de saúde empresarial, mas também em proporcionar melhor qualidade de vida para seus colaboradores.

Veja, a seguir, quais são as soluções para reduzir os custos com plano de saúde empresarial que você pode aplicar em sua empresa.


7 soluções para estimular hábitos saudáveis nos colaboradores

Para Bruno Rodrigues, CEO da GoGood – plataforma de bem-estar corporativo, o foco das empresas não deve ser em controlar o custo com o plano de saúde, mas sim melhorar a sua eficiência. “As duas coisas caminham juntas: aumento de eficiência e otimização de custos. Deve-se preparar a empresa para o futuro e as pessoas são o futuro, o crescimento. Se a empresa vai criar novos produtos e modelos de negócios, é por meio das pessoas. Por isso, tem que garantir que elas estejam inovando”, explica.

Rodrigues defende que melhorar a qualidade de vida dos colaboradores vai impactar diretamente no rendimento e na produtividade de trabalho. A afirmação pode ser confirmada por um estudo publicado na publicação The Art of Health Promotion.

De acordo com a pesquisa, investimentos na promoção de saúde, bem-estar e felicidade no ambiente de trabalho podem reduzir até 50% dos custos de saúde de uma empresa. As taxas de falta por motivo de doença podem ser reduzidas em mais de 70%, segundo o estudo.

1. Invista na atenção primária à saúde

A atenção primária à saúde tem como objetivo evitar que doenças se desenvolvam, além de garantir que sejam identificadas logo no início, permitindo maior assertividade no tratamento e na cura. A empresa pode intervir nesse processo, estimulando o acompanhamento médico e dando condições para que seus colaboradores tenham uma vida mais saudável e ativa.

2. Estimule as atividades físicas

As atividades físicas podem evitar doenças como AVC e doenças cardiovasculares, reduzir o sedentarismo, entre outros malefícios para a saúde, além de ajudar no bem-estar e na motivação diária. A empresa deve ter uma cultura de incentivo ao autocuidado e estimular seus colaboradores a adotarem algum tipo de atividade física.

Isso pode ser feito com o oferecimento de descontos em redes de academias, com a instalação de espaços para a prática de exercícios dentro da empresa, e até com a promoção de grupos de caminhada e atividades esportivas aos fins de semana. Estimular a competição saudável entre os colaboradores é uma opção divertida, que costuma gerar bastante engajamento.

3. Incentive uma alimentação saudável

Empresas que dispõem de refeitórios podem proporcionar uma alimentação mais saudável e balanceada para os colaboradores. Caso os funcionários façam refeições fora da empresa ou levem sua própria comida, o estímulo pode ser feito por meio de campanhas de conscientização e, até mesmo, da disponibilização de uma nutricionista para orientar e preparar dietas balanceadas. Oferecer frutas para os funcionários é uma prática simples que facilita a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis.

4. Promova cuidados com a saúde mental

A meditação aumenta a concentração e proporciona diversos benefícios para o colaborador. Uma delas é a redução do estresse, que está diretamente ligado à rotina de trabalho. Diversas doenças psicossomáticas têm o estresse como uma de suas causas ou sintomas.

A empresa pode destinar alguns minutos do dia do funcionário e um local para que ele faça sua prática, que pode ser guiada por especialista ou feita de forma individual.

Além de começar a rotina com mais concentração, o profissional terá um dia de trabalho mais relaxado, tranquilo e saberá lidar com as situações de pressão.

Assim como a meditação, as salas de descompressão são espaços oferecidos pela empresa para que o colaborador possa desligar por um tempo do trabalho. Esse tempo de desligamento influencia diretamente no emocional do colaborador, diminuindo os impactos do estresse em sua rotina e minimizando os riscos da manifestação de doenças psicossomáticas.

As salas de descompressão costumam ser utilizadas durante o horário de almoço, mas podem ser liberadas para pequenas pausas durante o dia, com objetivo de promover o relaxamento. Sofás, pufes ou sala de jogos são exemplos de ambientes com essa proposta.

5. Atue na prevenção de doenças crônicas

A avaliação médica no processo de admissão do funcionário vai apresentar informações prévias sobre a saúde do indivíduo. Antes de incluir um novo funcionário no plano de saúde empresarial, faça um encaminhamento para uma consulta num clínico geral, além do exame admissional obrigatório, para identificar quais são os desafios relacionados à saúde que aquele colaborador tem e pode melhorar. Essa prática valoriza o indivíduo e evita custos futuros para a empresa.

Isso ajuda a tratar os colaboradores que apresentem indícios de doenças que podem se tornar crônicas no futuro, para evitar que cheguem a esse ponto. E no caso de doenças crônicas, ofereça condições para ajudá-los a administrar melhor sua saúde ou condição.

6. Opte pela coparticipação

Na coparticipação do plano de saúde empresarial, o colaborador arca com parte do custo de seu atendimento médico. Essa estratégia reduz o número de atendimentos gerados de forma desnecessária. Afinal, parte da despesa sairá do profissional, que pensará duas vezes antes de recorrer a um serviço de saúde particular.

7. Acompanhe os índices de saúde coletivos

Os índices de saúde coletivos apresentam dados sobre o bem-estar dos colaboradores. Essa informação vai guiar a empresa na hora de adquirir ou cancelar soluções de saúde corporativa.

Outra vantagem de levantar dados e métricas é que, por meio dos índices, a empresa pode acompanhar os avanços de cada colaborador e oferecer apoio àqueles que ainda não conseguiram atingir melhorias em seus índices de saúde. O benefício é estendido a todos: empresa – que evita custos futuros – e funcionário – que ganha uma melhoria para sua vida.

Conclusão

As orientações apresentadas são estratégias simples de serem aplicadas e que podem reduzir consideravelmente os custos que a empresa tem com plano de saúde empresarial. Contar com uma solução que auxilie nesse processo de melhoria do bem-estar do colaborador ajudará no acompanhamento dos resultados.

A GoGood é uma solução de saúde corporativa focada na redução do custo de saúde, por meio da melhoria da qualidade de vida dos colaboradores e redução de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

A tecnologia da GoGood promove hábitos saudáveis em diversos campos relacionados ao bem-estar do colaborador, como fitness, alimentação, sono e estresse. Os resultados são comprovados, com melhor qualidade de vida e mais produtividade dos funcionários.

A mecânica da plataforma atua por meio da captura de dados de outras soluções integradas (Strava, RunKeeper, HealthKit, wearables, etc) e trabalha com um completo gamification corporativo, que inclui recompensas aos usuários por meio de créditos para entidades sociais.

“Nosso diferencial é ajudar os colaboradores a serem mais saudáveis e mais felizes. Ajudamos a promover a qualidade de vida e reduzir o custo para as empresas”, Bruno Rodrigues, CEO GoGood.

Saiba como melhorar a produtividade dos colaboradores com as dicas do Bruno Rodrigues no Portal RH Pra Você:

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