Os programas de qualidade de vida no trabalho vem mostrando para as empresas que o investimento é benéfico para todos. Estudos conduzidos nos Estados Unidos mostram que para cada dólar investido nesses programas, economiza-se US$ 2,70 com as faltas no trabalho e US$ 3,27 com despesas médicas dos funcionários. 

Além disso, empresas que investem em programas de qualidade de vida no trabalho aumentam a satisfação dos colaboradores. Os dados são animadores, mas chegar até eles ainda é um desafio para muitos gestores. Neste artigo, vamos mostrar 5 maneiras de acompanhar os resultados dos programas de qualidade de vida no trabalho. Acompanhe!

5 métodos para acompanhar o resultados de programas de qualidade de vida no trabalho

Que a qualidade de vida no trabalho aumenta a motivação dos colaboradores, reduz os custos com saúde corporativa, taxas de absenteísmo e turnover é inegável. Por outro lado, muitas empresas ainda não sabem como implementar e mensurar os resultados dessas ações. 

Encontrar formas práticas de apresentar os resultados para a direção da empresa ainda é um desafio enfrentado pelo departamento de recursos humanos. A seguir, mostraremos algumas práticas que podem ser utilizadas pelas organizações. 

1. Acompanhe os índices de absenteísmo 

Faça um levantamento com as taxas de absenteísmo da empresa antes da implantação dos programas de qualidade de vida no trabalho e comece a mensurar as taxas. Faça o acompanhamento diário, semanal ou mensal, como achar melhor. Determine um período para o levantamento dos dados com o programa em andamento e faça a comparação dos resultados. 

2. Analise as taxas de sinistralidade do plano de saúde

A sinistralidade do plano de saúde é a relação entre os atendimentos realizados pelos colaboradores e os valores que a empresa paga à operadora do plano de saúde empresarial. O volume e a complexidade dos atendimentos determinam o reajuste que a operadora do plano vai aplicar para a renovação do contrato. 

A queda nessa taxa mostra que os colaboradores passaram a utilizar menos o serviço, pois estão cuidando da saúde e estão mais saudáveis. 

3. Faça pesquisas de avaliação sobre o programa

Você sabe qual é a percepção que os colaboradores têm em relação ao programa de qualidade de vida? Os questionários de avaliação ajudam a coletar essas informações e mostram se o investimento tem sido percebido de forma positiva para o colaborador. Além disso, a empresa saberá se o profissional identificou melhora em sua saúde e bem-estar. 

No Brasil, as empresas podem contar com alguns modelos de questionários validados para avaliar a eficiência desses programas. Entre eles, podemos citar o QWLQ-78 (Questionário de Qualidade de Vida no Trabalho, traduzido do inglês) e o TQWL-42 (Qualidade de Vida no Trabalho Total). Veja como eles funcionam: 

O QWLQ-78 é baseado nos critérios clássicos de QVT. Conta com 78 e utiliza uma escala de 0 a 5, que avaliam:

  • Físico/saúde;
  • Psicológico;
  • Pessoal;
  • Profissional.

O TQWL-42 é baseado no WHOQOL-100 (Qualidade de Vida na Organização Mundial da Saúde, traduzido do inglês). A escala das respostas vai de 0 a 100 e avaliam questões:

  • Biológica/ fisiológica;
  • Psicológica/ comportamental;
  • Sociológica/ relacional;
  • Econômica/ política;
  • Ambiental/ organizacional.

Você pode entender melhor como cada um funciona, sua metodologia e aplicação, no conteúdo desta dissertação.

4. Redução na abertura de reclamações e processos trabalhistas

Os processos judiciais revelam quando os colaboradores estão insatisfeitos com a empresa. Em geral, ocorrem depois que o profissional já se desligou da companhia, mas ainda assim é um bom índice para acompanhar. 

A queda na abertura desses processos é um indicativo de que os programas de qualidade de vida estão proporcionando resultados positivos. 

5. Compare os índices atuais com o diagnóstico inicial

A implantação de programas de qualidade de vida exige que a empresa faça um diagnóstico situacional para entender o cenário. Esse relatório pode conter informações sobre a saúde dos colaboradores, riscos de desenvolvimento de doenças crônicas, índices de estresse, entre outros. 

Utilize esses dados iniciais para fazer um comparativo entre o passado e presente. Veja algumas perguntas que podem ser respondidas com esse comparativo:

  • Estado de saúde dos colaboradores antes e depois do programa;
  • Número de colaboradores que participam das ações de saúde;
  • Número de afastamento médicos;
  • Alteração na pressão arterial;
  • Índices de estresse.

A avaliação dos resultados deve ser feita com base em uma série de dados e métodos. Não há um recurso único capaz de apresentar todas as informações necessárias para mensurar os resultados dos programas. Além disso, a análise deve ser feita de forma contínua e com um intervalo de tempo que permita fazer a mensuração. 

Aproveite para conferir o nosso e-book e veja como os programas de qualidade de vida podem transformar os resultados do seu negócio. Para saber mais sobre programas de qualidade de vida no trabalho, acesse nosso blog e confira os materiais educativos que produzimos.


Bruno Rodrigues

Author Bruno Rodrigues

CEO e co-fundador da GoGood. Bruno Rodrigues é empreendedor e especialista em inovação pela Universidade de Stanford, co-fundador da GoGood e apaixonado por tecnologia em saúde e por negócios com impacto social. Antes de sua carreira como executivo, foi atleta profissional de karatê e campeão Sulamericano.

More posts by Bruno Rodrigues

Leave a Reply