A responsabilidade social corporativa está se tornando uma tendência mundial. A cada ano cresce o número de empresas preocupadas em investir em responsabilidade social e serem parte da mudança promovida para o bem-estar da comunidade.
Essa atitude também pode ser vista em menor proporção dentro das empresas, onde projetos são criados para dar oportunidade ou promover a integração de diferentes públicos da sociedade.

O movimento para tornar os ambientes corporativos mais diversos é um bom exemplo disso. As mulheres já fazem parte de 37% dos cargos de gerência e direção no Brasil.
Os colaboradores também são agentes dessa mudança e cabe à empresa envolvê-los cada vez mais nesse cenário. Neste artigo, vamos mostrar como a sua empresa pode envolver os colaboradores na responsabilidade social corporativa.

7 ideias para envolver os colaboradores na responsabilidade social corporativa

Anualmente, diversas empresas investem milhões em projetos sociais. É o caso da Petrobras, uma das organizações que mais investe nesse tipo de iniciativa. Para se ter uma ideia, a estatal investiu R$ 780 milhões em projetos sociais, ambientais, culturais e esportivos em 2013. O número é alto e para diversas empresas parece impossível de alcançar. Porém, se o objetivo é promover a mudança, a instituição deve começar de dentro para fora.

Envolver os colaboradores em projetos de responsabilidade corporativa é uma forma de promover a mudança na comunidade, mesmo que com baixo investimento.

1. Adote uma cartinha no Natal

O fim do ano é um período muito esperado pelas crianças. Não só pela chegada das férias, mas principalmente porque é comemorado o Natal. A expectativa pelos presentes é alimentada pela onipresença da figura do Papai Noel. 

No entanto, as famílias em situações de vulnerabilidade ficam excluídas dessa comemoração por não terem condições de ofertar presentes aos seus pequenos. Uma sugestão é trocar o tradicional Amigo Secreto ou Amigo Oculto realizado nas empresas pela entrega de presentes a essas crianças mais desfavorecidas.

Como fazer isso? Todos os anos, os Correios promovem a campanha Papai Noel dos Correios, em que cartinhas são recolhidas de crianças de comunidades mais carentes e colocadas à disposição do público em agências de todo o Brasil.

A campanha pode ser promovida dentro das empresas como uma forma de estimular ações sociais. Cada colaborador escolhe uma carta para presentear. A entrega dos presentes é de responsabilidade dos Correios.

2. Promova a diversidade

O preconceito tende a afastar pessoas com grande potencial do mercado de trabalho. Muitas vezes, pessoas em situações menos favorecidas só precisam de uma oportunidade para mudar de vida.

Tornar o ambiente de trabalho mais diverso é um desafio que deve ser vencido. Uma forma de fazer isso é contando com a ajuda dos colaboradores para indicarem pessoas de diferentes perfis para vagas em aberto.

A empresa pode criar um sistema de cotas, onde um determinado número de vagas de cada equipe deve ser destinada a pessoas negras, LGBT, ex-presidiários ou ex-usuários de drogas.

3. Campanha do Agasalho

A Campanha do Agasalho é realizada anualmente por diversas instituições públicas e privadas. O objetivo da ação é arrecadar agasalhos, sapatos e cobertores para aquecer as pessoas mais carentes durante o inverno.

A empresa pode entrar em contato com uma instituição que vai receber os agasalhos para firmar uma parceria e promover a ação internamente. O objetivo é fazer com que os funcionários colaborem levando as peças em bom estado que estão sem uso em casa.

4. Trabalho voluntário

Diversas instituições precisam de apoio em suas atividades durante o ano inteiro e os colaboradores podem contribuir com algumas delas. Se a sua empresa apoia uma ONG, converse com seus responsáveis e verifique se há necessidade de ajuda voluntária em alguma frente.

Outra sugestão é o RH preparar uma lista com instituições que estão sempre precisando de voluntários e colocá-la no mural de avisos da empresa. Os funcionários terão liberdade para escolher aquela que eles desejam ajudar.

5. Doação de Sangue

Hemocentros do país inteiro estão sempre precisando de doadores de sangue para abastecer seus bancos. Em grande parte dos casos, o fator O- é o mais necessário. Por ser universal, é o mais utilizado em diversos casos.

O doador de sangue tem direito a um dia de folga do trabalho previsto em lei. Para evitar um grande número de faltas no trabalho, a empresa pode criar o Dia do Doador, recolher a quantidade de interessados em participar e desenvolver uma escala com os períodos que cada um fará a sua doação.

6. Canal de denúncias

Situações de assédio são comuns em ambientes corporativos. A empresa deve combater esse tipo de crime e incentivar os colaboradores a denunciá-los.

O canal pode fugir do âmbito profissional e atender até casos pessoais. Recentemente, o Magazine Luiza criou “canal da mulher”, dedicado a receber denúncias de violência contra funcionárias.

A iniciativa surgiu após a morte da gerente de uma das lojas da rede. A funcionária foi assassinada pelo marido. As denúncias feitas no canal são analisadas por um comitê que conta com Luiza Helena Trajano e uma promotora de Justiça.

7. Promova diálogos

Disseminar conhecimento e informação também é uma forma de responsabilidade social corporativa. Profissionais informados são capazes de mudar a realidade de suas próprias vidas, de seus colegas e familiares.

Diversos colaboradores não têm conhecimento sobre seus direitos, sofrem com questões de violência física ou psicológicas e têm sua saúde mental afetada, mas não sabem como agir ou com quem conversar.

Promover rodas de conversa ou atendimento com especialistas é uma forma de fazer com que esses profissionais se sintam mais seguros ou levem o conhecimento adquirido para outras pessoas.

A responsabilidade social corporativa deve ser um motivador de conscientização e mudança para todos os membros da empresa. A GoGood conta com ferramentas que podem ajudar a empresa a desenvolver ações de responsabilidade social e promover o bem-estar dos colaboradores. Conheça a ferramenta.

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Bruno Rodrigues

Author Bruno Rodrigues

CEO e co-fundador da GoGood. Bruno Rodrigues é empreendedor e especialista em inovação pela Universidade de Stanford, co-fundador da GoGood e apaixonado por tecnologia em saúde e por negócios com impacto social. Antes de sua carreira como executivo, foi atleta profissional de karatê e campeão Sulamericano.

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