A saúde do colaborador pede socorro, pois o brasileiro está cada vez mais doente. A percepção da própria qualidade de vida é distorcida, então a maioria das pessoas não está atenta aos sinais de que pode ter um problema sério de saúde, se não mudar de hábitos. 

Doenças crônicas como diabetes, obesidade e síndrome de burnout corrompem silenciosamente o organismo, e quando o resultado do descaso aparece, pode ser tarde demais. 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos mostra que 78% dos entrevistados garantem que têm qualidade de vida. Ao investigar mais detalhes sobre a saúde, porém, é revelada a real situação. 

Os maus hábitos impactam na saúde do colaborador, dentro e fora da empresa. A seguir, mostraremos quais são os pontos mais críticos e o que a empresa pode fazer para ajudar nesse sentido. Confira!

Como anda a saúde do colaborador?

Para o brasileiro, sua saúde vai muito bem, obrigado. Porém, o levantamento do Instituto Ipsos mostra que a realidade é bem diferente. Entre os pontos de maior divergência estão doenças crônicas, como obesidade e diabetes, distúrbios do sono, entre outros fatores. Veja, a seguir, quais são os pontos mais críticos. 

Doenças crônicas

De acordo com o levantamento, 54% dos brasileiros estão acima do peso. A má alimentação está entre os principais motivos da manifestação da doença. Apenas 30% dos entrevistados têm uma dieta diária que inclui frutas, verduras e legumes. 

Outro fator que influencia na obesidade é o sedentarismo, 52% dos brasileiros não fazem atividades físicas. Mulheres com mais de 45 anos são as mais sedentárias. 

A obesidade está diretamente ligada ao desenvolvimento de diabetes. No Brasil, são 12,4 milhões de diabéticos e 40 milhões de pré-diabéticos. Isso quer dizer que 20% da população adulta é diabética. 

A apesar de atingir os dois grupos igualmente, as mulheres monitoram a glicemia com mais frequência. Dos homens de 45 a 59 anos, apenas 10% fazem exames. A porcentagem de mulheres na mesma faixa de idade que fazem exames é de 14%. 

Os homens começam a demonstrar interesse no assunto após os 60 anos, 14% pedem avaliação sobre a doença. No caso das mulheres, na mesma idade, 24% buscam fazer exames. 

Obesidade, diabetes e sedentarismos podem levar à morte. O infarto do miocárdio mata 17,5 milhões de pessoas por ano, segundo a OMS. Em 2018, o país registrou 260 mil óbitos de janeiro até agosto. Os principais fatores de risco para o mal súbito são a pressão alta, diabetes mellitus, obesidade, elevações do colesterol e sedentarismo.

“Muitos desses riscos podem ser evitados se a pessoa não fumar, o que talvez seja o risco mais latente e o mais fácil de controlar, manter alimentação saudável, realizar alguma atividade física, hábitos de vida que ajudam a proteger o coração, tratar corretamente a hipertensão arterial, diabetes mellitus e o colesterol elevado se estiverem presentes. Não tem segredo, a pessoa precisa ter hábitos saudáveis para evitar o infarto agudo do miocárdio”, orienta o cardiologista do Hospital do Coração, Leopoldo Piegas.

Sono

De acordo com a pesquisa da Ipsos, 38% dos entrevistados dormem mal pelo menos três vezes na semana. A Associação Brasileira de Sono revela que 73 milhões de pessoas sofrem de insônia no Brasil

As principais causas do problema estão relacionadas a questões emocionais, o que impacta na saúde mental. São os casos de doenças, como depressão, ansiedade e burnout, que levam ao uso de medicamentos controlados por um longo período de tempo. O consumo de bebida alcoólica e as situações de estresse frequentes também influenciam nesse quadro.

Exames e Prevenção

O brasileiro não tem o hábito de prevenir doenças. Pelo contrário, nosso padrão é o de remediar, em vez de evitar. A pesquisa mostra que 58% da população procura um serviço de saúde quando já está doente. 

“Não temos uma cultura de prevenção entre os pacientes e entre o setor de saúde, que precisa oferecer o serviço. A medicina preventiva é falha no Brasil”, afirma o médico Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica da Dasa. 

Há casos em que o brasileiro não chega a buscar auxílio médico: 39% dos brasileiros se automedicam e 46% compram remédio sem prescrição médica. O brasileiro prefere se automedicar, pois tem medo do que pode descobrir por meio de um exame. Foi o que 24% dos entrevistados relataram. 

Os dados mostram um padrão de comportamento que prejudica a saúde do colaborador. A falta de cuidado com a saúde aumenta o risco do desenvolvimento de doenças crônicas, o sedentarismo, provoca distúrbios do sono etc. Com isso, é impossível ter um profissional disposto e motivado dentro da empresa. 

O que a empresa pode fazer para melhorar a saúde do colaborador?

Estimular o cuidado com a saúde do colaborador e o bem-estar é o primeiro passo. Mas como fazer isso? A criação de programas de qualidade de vida tem sido a alternativa escolhida por diversas empresas no mundo todo. 

O objetivo dos programas de qualidade de vida é prevenir o desenvolvimento de doenças por meio de iniciativas saudáveis, como alimentação adequada, prática de atividades físicas, atenção primária à saúde, redução de estresse, melhoria no sono, entre outras ações. 

Quer saber como começar um programa de promoção de qualidade de vida e prevenção de doenças na sua empresa? Temos um material que pode te ajudar. Confira o e-Book Qualidade de Vida no Trabalho: Como transformar os resultados do seu negócio apostando em Gestão de Pessoas.


Bruno Rodrigues

Author Bruno Rodrigues

CEO e co-fundador da GoGood. Bruno Rodrigues é empreendedor e especialista em inovação pela Universidade de Stanford, co-fundador da GoGood e apaixonado por tecnologia em saúde e por negócios com impacto social. Antes de sua carreira como executivo, foi atleta profissional de karatê e campeão Sulamericano.

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