Você já se questionou se é realmente bom naquilo que faz? Questionou sua inteligência e capacidade? Sentiu que não pertence a um determinado lugar? Ou conhece alguém que faça isso? Esses são alguns sinais da síndrome do impostor. Entenda mais!

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, fez um discurso em dezembro do ano passado no Reino Unido, falando um pouco sobre esses sentimentos. Veja abaixo.

“Entrar em uma faculdade de elite, quando o seu orientador vocacional no colégio disse que você não era boa o suficiente, quando a sociedade vê crianças negras ou de comunidades rurais como ‘não pertencentes’… Eu, e muitas outras crianças como eu, entramos ali carregando um estigma”, disse a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

Esse conjunto de sintomas é chamado pela psicologia de síndrome do impostor. Os que sofrem deste transtorno “mantêm uma certeza em si de que não são inteligentes e de que estão enganando todo mundo”, conforme descrição de um estudo feito pelas psicólogas Pauline Rose Clance e Suzanne Imes, em 1978.

“Hoje em dia, crianças mais jovens chamam isso de síndrome de impostor. Sentem que não cabem ali, não pertencem. Eu tive de trabalhar duro para superar aquela pergunta que (ainda) faço a mim mesma: ‘eu sou boa o suficiente?’. É uma pergunta que me persegue por grande parte da minha vida. Estou à altura disso tudo? Estou à altura de ser a primeira-dama dos Estados Unidos?”, completa Michelle.

Os comentários de Michelle Obama sobre a síndrome de impostor inspiraram outras pessoas com experiências similares a compartilharem com amigos e terapeutas sobre os sintomas, e entender que estão passando por algo que é possível de ser contornado.

Hoje em dia, na correria do trabalho, cobrança com resultados, o trabalho em excesso – que é visto como algo positivo em muitas empresas –  muitos colaboradores estão sofrendo com a “auto-sabotagem”. Se cobram demais, acham que não são bons o suficiente para o trabalho que exercem. Esses pontos afetam diretamente a saúde mental do colaborador, ele se coloca à prova o tempo todo.

Como identificar a síndrome do impostor em um colaborador

Veja alguns comportamentos que ajudam a identificar a síndrome:

  • Necessidade de se esforçar demais
  • Auto-sabotagem
  • Adiar tarefas
  • Medo de se expor
  • Comparação com os outros
  • Querer agradar a todos

Como ajudar o seu colaborador a lidar com a síndrome

Segundo psicólogos, o primeiro passo para lidar com a síndrome do impostor é falar.
É muito importante que os colaboradores se sintam à vontade para conversar sobre esses sentimentos. Seja com os líderes, com alguém do RH ou com algum colega, o importante é colocar para fora esses sentimentos. Outra ação que ajuda a minimizar os sintomas é estimular a troca de conhecimento. Ensinar alguém faz com que a pessoa veja que realmente sabe e tem propriedade sobre determinado assunto ou área.

Converse com os colaboradores sobre o assunto, mostre o exemplo da ex primeira-dama, situações como a síndrome do impostor podem afetar qualquer pessoa e não é motivo de vergonha. Eduque a empresa para a cultura da colaboração, pensando sempre na saúde mental dos colaboradores e no clima organizacional.

O bem-estar dos colaboradores engloba a saúde como um todo, a física e a mental. Se algo estiver “fora do eixo” o todo é prejudicado, como a produtividade, o engajamento do colaborador, e também os resultados dele e da empresa.

Um RH mais humano é dever de todos!

Conheça mais sobre Qualidade de vida no trabalho. Conheça nosso e-book gratuito sobre como as empresas mais saudáveis estão tendo resultados incríveis.

qualidade de vida no trabalho

Equipe GoGood

Author Equipe GoGood

More posts by Equipe GoGood

Leave a Reply