Saúde do colaborador

Muito além da coparticipação: como reduzir custos de saúde sem prejudicar os funcionários

By fevereiro 6, 2019 No Comments

Os custos com saúde aumentaram exponencialmente. Nos últimos anos, os planos de saúde empresariais registraram um reajuste acima dos 15% a cada período. Um dos problemas enfrentados pelas empresas é que não há transparência por parte das operadoras. Com isso, não é possível saber o que está causando o aumento e como impedi-los. A coparticipação tem sido uma medida adotada por diversas empresas para minimizar o problema.

Dividir as despesas médicas com os colaboradores tem sido uma solução que ajuda a empresa mas, ao mesmo tempo, pode prejudicar o colaborador. Afinal, uma despesa a mais nunca é bem-vinda. Por outro lado, outras alternativas surgem para solucionar o problema. Veja como a seguir.

O que é coparticipação?

O plano de saúde com coparticipação é uma modalidade em que a empresa se responsabiliza pelo valor total ou parcial da mensalidade e o funcionário paga uma porcentagem pelo atendimento médico ou exame, diretamente para a operadora.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fez mudanças em suas regras com objetivo de impedir cobranças indevidas dos pacientes e limitar o valor exigido pelas empresas de plano de saúde. A intenção é controlar as despesas que os colaboradores têm com essa área.

Apesar de ser benéfica para o paciente, em alguns pontos, a nova regra acaba prejudicando o empregado, pois a mensalidade somada à coparticipação pode encarecer o serviço.

Por outro lado, a norma oferece um benefício a mais para os funcionários. As operadoras de planos de saúde poderão oferecer descontos, bônus e outras vantagens para aqueles clientes que apresentarem bons hábitos de saúde. O objetivo é que esse público faça parte dos programas de promoção à saúde das operadoras, o que tende a diminuir o número de atendimentos realizados.

Vantagens e desvantagens da coparticipação para empresa e colaborador

A coparticipação vem sendo adotada por diversas empresas como uma opção para reduzir os custos com o plano de saúde. Dentre os benefícios que a modalidade apresenta, esse certamente é o principal.

  • A empresa tem redução no valor da mensalidade, que pode variar de acordo com a operadora e o plano escolhido;
  • A coparticipação é cobrada apenas de consultas, exames, atendimentos ambulatoriais e tratamentos. Internações e cirurgias não são cobradas;
  • A coparticipação é paga diretamente para a operadora, por meio de fatura ou outra forma de pagamento, normalmente nos meses após o atendimento médico;
  • As operadoras costumam cobrar a coparticipação com base no valor pago ao prestador de serviço, e não pela tabela do estabelecimento médico para paciente particular;
  • O atendimento médico é o mesmo oferecido para os pacientes particulares.  

Entre as desvantagens, está o custo inesperado para o colaborador. Afinal, ninguém espera ficar doente e, quando isso acontece, precisa ter acesso ao atendimento médico. Porém, com a coparticipação, o colaborador arca com um custo imprevisto e que, dependendo do caso, não tem como pagar. Com isso, acaba não usando o serviço ou procurando o SUS.

Além disso, se o colaborador paga parte do plano e ainda tem coparticipação, a dificuldade pode ser ainda maior. No caso da empresa, a maior desvantagem é oferecer um benefício que não será utilizado se o funcionário não puder pagar. Em muitos casos, o colaborador não vê a coparticipação como um benefício.

Com isso, a imagem da empresa é prejudicada diante dos seus funcionários, o que pode  causar impactos até na produtividade das equipes. A solução está em buscar alternativas que não causem prejuízos para nenhum dos dois lados.

Como reduzir os custos com saúde sem prejudicar o colaborador?

Outros caminhos podem ser seguidos para reduzir os custos com saúde na folha de pagamento da empresa, mas garantindo que o colaborador não será prejudicado.

Entre eles estão a prevenção de doenças, os cuidados com a saúde primária, a redução de peso – que influencia diretamente no desenvolvimento de doenças, além do incentivo à práticas saudáveis, como os exercícios físicos e alimentação equilibrada.

Muitas empresas não sabem, mas é possível influenciar diretamente na redução de peso dos colaboradores, no sono e nas atividades que eles realizam para manter o corpo sempre em atividade.

Além disso, outras ações personalizadas podem ser criadas com o apoio e amparo de especialistas no assunto. Veja como dar um salto nos indicadores de bem-estar corporativo pode influenciar nos custos com saúde da sua empresa.

Bruno Rodrigues

Author Bruno Rodrigues

CEO da GoGood

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