Com raras exceções, o trabalho sempre ocupou a maior parte do tempo no dia a dia das pessoas. Por muitos anos, trabalhar muito, entrar cedo e sair tarde do escritório era uma postura vista com bons olhos, tanto para os líderes quanto para a sociedade. Esse modelo mudou. O bem-estar nas organizações tem sido mais importante do que o tempo que se passa no escritório. 

O excesso de trabalho é prejudicial para a vida do ser humano, as empresas já perceberam isso e começaram a investir em qualidade de vida. O resultado é o ganha-ganha. Ganha o colaborador e ganha a empresa. Neste artigo, vamos mostrar quais são as vantagens de investir em bem-estar nas organizações. Confira!

O que os profissionais esperam das empresas?

Oferecer um bom salário e um plano de saúde não são os benefícios mais vantajosos para os colaboradores atualmente. Nesse cenário em que as empresas querem se destacar para atrair os melhores profissionais do mercado, a lista de benefícios se torna cada vez maior. Mas será que os desejos dos colaboradores estão sendo atendidos?

Os profissionais estão preocupados com outras questões, como a projeção de crescimento na carreira, oportunidade de desenvolvimento profissional e o cuidado com a saúde. O equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional é uma das principais preocupações dos colaboradores. 

O relatório Tendências Globais de Capital Humano de 2018 – A ascensão da empresa social, da consultoria Deloitte, mostra que 86% dos profissionais esperam ter horário flexível no trabalho. O bem-estar nas organizações é uma preocupação para 67% dos profissionais. Ter acesso a programas de suporte mental dentro da empresa é o que esperam 60% dos entrevistados do relatório. 

O retorno do investimento em programas de qualidade de vida é positivo para os colaboradores e para as empresas. Os índices de absenteísmo, turnover e os custos com plano de saúde são reduzidos, ao mesmo tempo em que a empresa ganha produtividade e potencializa seus resultados. Veja porque investir em bem-estar nas organizações.

Bem-estar nas organizações: 3 benefícios percebidos

1. Aumenta a retenção de talentos

Para o colaborador, é importante se sentir valorizado e peça fundamental dentro da empresa. Ao investir em programas de bem-estar, as organizações demonstram esse cuidado com a valorização do profissional.

Mesmo que receba uma proposta para trabalhar em outra empresa, com salário maior, o colaborador vai ponderar a qualidade de vida que tem no emprego atual e o seu valor para a companhia. 

O Grupo Géia, com 52 funcionários, investiu em um programa de qualidade de vida, com equipe multidisciplinar: nutricionista, enfermeira e educador físico, para orientar os colaboradores e evitar o desenvolvimento de doenças crônicas. A empresa oferece, ainda, o pagamento de 80% dos custos dos colaboradores com academia. O resultado das ações foi um aumento de 42 pontos percentuais na retenção de talentos de 2018, em relação ao ano anterior, subindo de 41% para 83%.

2. Reduz os custos com plano de saúde

Os custos com plano de saúde no Brasil pode atingir até 15% da folha de pagamento da empresa. O dado foi divulgado pela revista Cenário da Saúde, da Abramge (Associação Brasileira dos Planos de Saúde). Quanto mais os colaboradores utilizam o plano, mais custos geram para a empresa. 

Um programa de qualidade de vida muda esse cenário, pois o colaborador passa a cuidar melhor da sua saúde, da alimentação, praticando atividades físicas e realizando atendimentos de atenção primária à saúde. São ações que podem reduzir os custos de saúde em até 50%, segundo dados da publicação The Art of Health Promotion. 

3. Aumenta a frequência do trabalhador

Um colaborador doente ou indisposto falta ao trabalho para ir ao médico, sai mais cedo do escritório porque não está se sentindo bem, deixando a empresa desfalcada. Com isso, a produtividade é impactada e os outros colaboradores são prejudicados por acumularem funções. 

Os programas de qualidade de vida mudam essa realidade. Depois de aderir a uma rotina mais saudável, o colaborador se sente mais disposto e tem menos motivos para faltar. A oferta de horários flexíveis também é importante, pois permite que o profissional resolva suas questões pessoais e vá trabalhar livre de preocupações. 

O Hospital Oswaldo Cruz conseguiu reduzir o índice de doenças crônicas, empoderar seus colaboradores para o autocuidado e ainda obteve uma economia de quase R$ 6 milhões em dois anos, ao evitar o reajuste no plano de saúde. 

Conversamos com um dos responsáveis por esses números, o Gerente Médico de Saúde e Qualidade de Vida, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Leonardo Piovesan Mendonça, no webinar 5 Motivos para promoção da saúde na sua empresa. Durante a conversa, Piovesan mostrou quais foram os ganhos obtidos pelo hospital, com o investimento em bem-estar e ainda mostramos porque as empresas devem investir nesse tipo de benefício para o colaborador. Confira o conteúdo na íntegra!

Bruno Rodrigues

Author Bruno Rodrigues

CEO e co-fundador da GoGood. Bruno Rodrigues é empreendedor e especialista em inovação pela Universidade de Stanford, co-fundador da GoGood e apaixonado por tecnologia em saúde e por negócios com impacto social. Antes de sua carreira como executivo, foi atleta profissional de karatê e campeão Sulamericano.

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